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FAZENDO
ARTE IGUAL GENTE GRANDE
A
Arte Miúda – Curso Livre de Arte Integrada, foi
fundada em 1988 por Soraya Araújo Ferreira Alcântara
e Maria Eunice Ribeiro Lacerda com o objetivo de, através
da integração das artes (plásticas, cênicas, musicais e
dança), despertar o interesse e a sensibilidade da criança
(a partir dos 03 anos de idade) e do adolescente pela arte de
um modo geral, possibilitando um ambiente propício para o
desenvolvimento da criatividade e a possível descoberta do
talento artístico.
Desde
a sua fundação a Escola vem desenvolvendo diversos projetos,
dentre os quais destacam-se o resgate e a divulgação da
cultura de Diamantina e região. Um exemplo é o
Projeto “Memória Musical”, que visa cultivar e
divulgar a tradição seresteira de Diamantina, que
levou à formação do Grupo de Seresta Infanto-Juvenil da
Arte Miúda, que vem se apresentando com freqüência em
Diamantina e por diversas cidades brasileiras.
Dentre
as diversas apresentações, merecem destaques a abertura do Minas
ao Luar em Belo Horizonte, no último semestre de 2000, a
Missa do aniversário de JK e a inauguração do Auditório
do Memorial JK em Brasília, as inaugurações da iluminação
de Natal em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade e
em Barbacena, na Igreja Matriz.
Mas,
o maior destaque fica por conta dos dois CD’s gravados com
Serestas, Chorinhos e Flautas: Diamantina – Uma Jóia
Rara e Encantos de Diamantina, divulgados em grande
parte do Brasil.
O
primeiro CD, Diamantina: Uma Jóia Rara, nasceu do
fruto de pesquisas e um profundo relacionamento com antigos
seresteiros de Diamantina, que por mãos do destino são avós,
bisavós e amigos queridos dos alunos da Arte Miúda. O
CD congrega um grande grupo de seresta e chorinho onde tocam e
cantam crianças e adolescentes (de 4 a 15 anos de idade) e
idosos (avós e bisavós de até 92 anos de idade).
Os
destaques do segundo CD, Encantos de Diamantina, fica
por conta dos sucessos como Aquarela do Brasil, de Ari
Barroso, passando pela música anônima do século XVIII, Greensleeves
e músicas de dialeto africano (Ongongoteia-Dorindondim),
fruto de pesquisa do historiador e educador diamantinense, Erildo
Antönio Nascimento de Jesus. O CD ainda é mesclado com música
de domínio público como Serenô e do folclore
brasileiro (Nesta Rua).
O
Projeto “Memória Musical” é um dos grandes
orgulhos da Escola, pois leva o despertar do amor da criança
pela cultura procurando garantir desta forma a sua preservação.
A
casa possui diversos grupos musicais como os de flauta,
canto coral, ritmos, cirandas infantis e folclore
que se apresentam periodicamente, além das peças de
teatro e exposições de artes plásticas que
acontecem de acordo com o desenvolvimento do grupo.
Um
dos grandes momentos da casa é o encontro de todos os alunos
para a realização do Recital de Natal, onde a Coral
recebe o nome de “Pedacinho do Céu” e transforma a
Catedral Metropolitana de Diamantina em um grande cenário
de muitos encantos, reunindo grande parte da comunidade desde
a fundação da Escola.
A
Arte Miúda desenvolve, paralelamente aos alunos
matriculados, um trabalho filantrópico de pesquisa e
descoberta de novos talentos na Sociedade Protetora de Infância
(EPIL) e, a partir daí, integram os alunos à casa
oferecendo-lhes toda oportunidade para desenvolver os seus
dons.
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