ALTO DOS BOIS
– RESERVA ECOLÓGICA E PATRIMÔNIO CULTURAL
A
aldeia do Alto dos Bois foi um “posto militar”
criado muito antes da independência do Brasil, que tinha por
finalidade dar proteção aos viajantes, garimpeiros e
fazendeiros portugueses que viviam, transitavam e exploravam a
região e, principalmente, dar cobertura aos encarregados da
Colônia de receber o ouro dos mineradores que exploravam as
minas do então “Arraial do São Pedro do Fanado”,
atual cidade de Minas Novas, bem como proteger a todos
dos índios que habitavam a região e saqueavam as fazendas,
inclusive os Botocudos, que eram tido como canibais.
A
aldeia é realmente muito antiga, muito anterior à criação
do arraial de Capelinha. Muitos naturalistas estrangeiros,
dentre eles Auguste De Saint-Hilaire que passou pelo Alto
do Bois em 1.817, percorreram a região e deixando as suas
impressões registradas em livros.
De
acordo com dados de pesquisadores, o Alto dos Bois
contava em 1787 com cerca de três portugueses fazendeiros. Em
1794, chega ao Alto dos Bois um grupo de índios Macunis
e Malalis que fugiam à perseguição dos Botocudos
da Mata de Peçanha. Para se ter idéia de importância deste
aldeamento, Dom João VI, logo que chegou ao Brasil com
a família imperial e, atendendo aos apelos dos moradores da
região, transferiu para o Alto dos Bois um
destacamento dos “Dragões”, a 3.ª Companhia dos Dragões,
com cerca de 30 soldados e que lá ficaram por décadas.
O
Alto dos Bois fez parte do município de Capelinha
até 1995, quando passou a integrar o recém-criado município
de Angelândia.
Fotos:
Gilson Santos.
HISTÓRIA DO
ATUAL MUNICÍPIO DE ANGELÂNDIA
Situada
no Alto Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, com
uma área de 184,16 km², o município de Angelândia é um
dos maiores “Parques Cafeeiros do País”, com20 milhões
de cova de café e uma produção média anual de 130 mil
sacas de 60 kg de café beneficiado.
No
início dos anos 30, século XX, o agricultor Santos de Souza,
proprietário da Fazenda “Arrependido” doou um pedaço de
terras para a construção de um cemitério e uma capela na
localidade que, com a chegada de comerciantes e garimpeiros,
passaria a chamar-se “Vila dos Anjos”, nome originário de
Angelândia.
Angelândia
faz divisa com os municípios de Capelinha, Água Boa,
Malacacheta e Setubinha. Segundo dados do IBGE 2000, a população
rural é de 4.242 habitantes e a urbana é de 3.228,
totalizando 7.470 habitantes.
Angelândia
conta boa rede de estradas vicinais, postos de saúde,
transporte escolar para várias escolas municipais e
estaduais, com ensino de primeiro e segundo graus.
A
vegetação na área de influência do Alto dos Bois varia de
resquícios de mata atlântica, manchas de caatinga, passando
por “cerradão”, cerradinho e capoeira, no divisor de águas
dos Vales do Rio Doce, Mucuri e Jequitinhonha.
Os
córregos Fanadinho e Capão, em Alto dos Bois, possuem grutas
e cachoeiras com água limpa e cristalina, em harmonia com a
fauna e flora do local, preservadas pela municipalidade.
Em
1.997, iniciou-se os trabalhos para a criação do Parque
Ecológico e Cultural do Alto do Bois, que já está
aprovado no âmbito municipal, estadual e federal.
Para
saber mais acesse o site: www.altodosbois.hpg.com.br
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