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Há mais 15 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque exclusivo para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e, assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 12 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras divagações a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

HOMENAGEM DO CANTA MINAS AO DIA DO IDOSO

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Terceira Idade. Ainda que as novas gerações têm mudado o conceito de envelhecer é necessário que essa etapa natural na vida de todo ser humano seja encarada com serenidade e, acima de tudo, sabedoria.

Publico o texto abaixo, de autoria do ítalo-americano Leo Buscaglia, um dos maiores escritores acerca do amor nos últimos tempos, em homenagem aos idosos. E que este texto e vídeo abaixo sirva de alerta aos mais jovens que ainda não se conscientizaram de que um dia eles também envelhecerão.

Tadeu Oliveira




A HISTÓRIA DE UMA FOLHA

Leo Buscaglia

Era uma vez uma folha, que crescera muito. Surgira na primavera, como um pequeno broto num galho grande, perto do topo de uma árvore alta. A folha estava cercada por centenas de outras folhas, iguais a ela. Ou pelo menos parecia. Mas não demorou muito pra que descobrisse que não havia duas folhas iguais, apesar de estarem na mesma árvore.

Todas haviam crescido juntas. Aprenderam a dançar à brisa da primavera, a se esquentar ao sol de verão, a se lavar na chuva fresca… Os passarinhos vinham pousar nos galhos e cantar, havia sol, lua, estrelas, tudo…. As pessoas iam ao parque, sentar à sombra da árvore, no verão. E esse é o propósito da árvore – uma razão para existir!

Tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão de existir. Proporcionar sombra aos velhinhos, oferecer um lugar fresco para as crianças brincarem. Abanar as folhas como brisa…

E assim o verão foi passando. A folha admirava tudo, olhava tudo… E chegou o frio. A folha ficou assustada, nunca sentira frio, e todas as outras folhas estremeceram com o frio, ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol. Foi a primeira geada… O inverno viria em breve.

Quase que imediatamente, toda a árvore se transformou num esplendor de cores. Quase não restava nenhuma folha verde. Amarelo, laranja intenso, vermelho ardente, dourada. Um arco íris de folhas!

E porque ficaram diferentes?

Por que tiveram experiências diferentes, receberam o sol de maneira diferente, projetaram sombras de maneira diferente. Era o outono chegando…

E a mesma brisa que, no passado as fazia dançar, começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada. Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa, reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo. E é isso que acontece no outono, algumas pessoas chamam de morrer…

E a cada folha que caía, a árvore ia ficando despida. Como se cada folha fosse morrendo… E elas voltam na outra primavera? Mistério… Talvez não, mas a vida volta. E qual a razão para tudo isso? A razão das folhas é dar sombra, brisa… e quando caem, elas dão força para as árvores, como se entrassem em suas raízes. As folhas “voltam” dando vida novamente.

A folha caiu… não sabia que se juntaria com a água e serviria para tornar a árvore mais forte.
E, principalmente, não sabia que ali, na árvore e no solo, já havia planos para novas folhas na primavera.