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Há mais 15 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque exclusivo para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e, assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 12 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras divagações a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

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domingo, 13 de maio de 2012

HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES


Essa é a dona Josefa, conhecida por muitos como Dona Zefa. Ela nasceu numa região entre os rios Bicudo e São Francisco, o dito Gerais, região que foi pano de fundo de muitos livros do escritor mineiro Guimarães Rosa, inclusive o mais famoso deles: Grande Sertão: Veredas. O ano de seu nascimento: 1919. O ano do seu desenlace espiritual: 1986.

Dona Zefa foi dona de casa, benzedeira, costureira, cozinheira, doceira, quitandeira, artesã, desenhista, bordadeira e mãe de 13 filhos. Eu sou o derradeiro deles.

 Dela herdei a alma sertaneja, o amor pela simplicidade, pela música, pela culinária, pelos “causos”,  pelas crendices e tantas outras peculiaridades mineiras.

Talvez a maior lição aprendida com ela tenha sido, quando ainda menino me levando nas visitas dominicais em asilos e abrigos de Corinto, o exercício da caridade, o olhar alteridade para com as pessoas de necessidades especiais e os miseráveis. Nessas visitas, geralmente junto com a sua prima/irmã Guiomar, ela levava o alento aos necessitados. Aliás, dona Zefa visitava enfermos, ajudava a cuidar deles e era uma pessoa de um desprendimento fora do comum.

Uma característica que jamais esquecerei era a sua capacidade crítica, às vezes um tanto ácida. Dona Zefa tinha muita facilidade em forjar caricaturas de variadas situações.

Todos os dias da minha vida eu me lembro do gosto e do cheiro do seu tempero, do seu olhar inquiridor e às vezes reprovador, como me lembro também da sua solidariedade nos momentos difíceis e, principalmente, do seu silêncio repleto de cumplicidade nas dores da vida.

Uma frase que ela me disse uma vez e que jamais esquecerei: “Na vida não há mal que sempre dure nem bem que se perdure. Tudo no mundo é frágil, tudo passa”.

Onde ela estiver, desejo de todo coração um Feliz Dia das Mães!!!

Saudade enorme do seu amor!!!