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Há mais 15 anos , apresento um programa de rádio intitulado "Canta Minas", na rádio Aranãs FM, de Capelinha MG, com enfoque exclusivo para a música mineira em todas suas vertentes. Sempre fui apaixonado por música e, assim sendo, tomei a iniciativa de criar este blog com a finalidade de divagar um pouco sobre as minhas impressões durante os mais de 12 anos de programa. Além da música também sou apaixonado por História e Literatura. Aqui, publicarei crônicas, causos e outras divagações a respeito de tudo que tenho vivido nesse pedaço de chão que é o Vale do Jequitinhonha. E como não pode deixar de ser, também escrevo sobre a minha querida terra natal, Corinto, e outras vivências pelo mundo afora que me ajudaram a construir uma história de gente comum, sem heroísmos, no entanto carregada pelos "sinais de humanidade"!!! Abraços Gerais!!!

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domingo, 6 de agosto de 2017

PAULINHO PEDRA AZUL SE APRESENTA EM CAPELINHA

Paulinho Pedra Azul
Foto: Ludimila Loureiro 
Agora é para valer! Numa parceria entre a Casa da Cultura de Capelinha e o Programa Canta Minas, da rádio Aranãs FM, vem aí o show com Paulinho Pedra Azul 35 anos de carreira.

O evento acontecerá no dia 16 de Setembro, sábado,  no Galpão Cultural Maria Odete Sampaio, na cidade de Capelinha.

Esta é mais uma parceria entre o programa Canta Minas e a Casa da Cultura de Capelinha que  promete muito mais daqui para frente.

Maiores informações a respeito deste show serão divulgadas neste blog e nas redes e mídias sociais Aguarde.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

PEDRO MORAIS, VOZ E VIOLÃO, DE VOLTA A CAPELINHA

Show inaugura parceria entre Tadeu Oliveira e Rodrigo Pires na produção de shows e eventos alternativos para os amantes da MPB e artistas ecléticos e à margem dos circuitos midiáticos

O cantor e compositor mineiro Pedro Morais faz show nesta quinta-feira (26), às 21 horas, no Garden Pub em Capelinha. O show sela a parceria entre o apresentador do Programa Canta Minas Tadeu Oliveira e Rodrigo Pires da R. Pyrez Publicidade e Promoções. A parceria visa ocupar uma cena que anda carente na cidade, que são os shows alternativos para o público que curte MPB e outros gêneros musicais que andam à margem dos circuitos midiáticos.

Pedro Morais já tem uma longa relação e afinidade com o Programa Canta Minas. Foi o primeiro artista a se apresentar ao vivo no programa e abrilhantou a festa de 4 anos do Canta Minas sob a direção de Tadeu Oliveira. Além disso, já se apresentou no Galpão Cultural e na praça do Povo. A sua última apresentação se deu junto ao Cobra Coral em 2012 na Florae, em evento realizado pela CREDICAP.

O primeiro show será com Pedro Morais, dono de uma voz privilegiada, de timbre incomum e uma das grandes revelações da música brasileira na atualidade. Músico desde os sete anos e ganhador de diversos festivais, o artista já emplacou três CDs: Pedro Morais, Sob o Sol e Vertigem.

Pedro também integra o Quarteto Cobra Coral junto com Kadu Viana, Flávio Henrique e Mariana Nunes. Ele se destaca na cena da MPB de Minas Gerais com um repertório próprio composto de canções densas e cativantes, resultando em inúmeras apresentações anuais por todo o Estado, pelo Brasil e por países da América Latina.

Pedro Morais já se apresentou com grandes nomes da música brasileira como Lenine, Paulinho Moska e Milton Nascimento. Nesse show intimista, Morais trará no repertório suas canções de maior sucesso e releituras de canções que marcaram grandes momentos na voz de Cássia Ellen, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Roberto Carlos. Além disso, garante que o repertório será modificado de acordo com o público presente que, inclusive, poderá fazer alguns pedidos musicais.

O evento conta com a apresentação da Auto Escola São Cristóvão, Backup, Café Aranãs e Luana Lima Arquitetura e Interiores, patrocínio da Padaria São Geraldo, Verdura & Cia. E Hotel Aranãs e o apoio da Rádio Aranãs FM e Casa da Cultura de Capelinha.

Serviço:
Pedro Morais, voz e violão
Data: 26 de janeiro às 21h
Local: Garden Pub - Capelinha MG
Realização: Programa Canta Minas & R.Pyrez Publicidade e Promoções

domingo, 23 de outubro de 2016

MARK GLADSTON E FERNANDO TIÃO: 10 ANOS DE SAUDADE

No dia 23 de outubro de 2006, uma segunda-feira, após fazer um show em 
Virgem da Lapa um acidente automobilístico se encarregou de encerrar uma carreira de talentos de dois artistas minasnovenses, Mark Gladston, também conhecido por Verono, e Fernando Mota ou Fernando Tião


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A QUESTÃO CULTURAL

Há alguns anos, li esta crônica do Ziraldo e acho pertinente publicá-la nesse momento político pelo qual atravessamos. Confira:


A QUESTÃO CULTURAL
Ziraldo
(Estado de Minas - sexta-feira , 27/09/2002, Caderno EM Cultura, pág. 12)
Dando seguimento à minha viagem pelas palavras com as quais implico, aqui estou com uma palavra nova. Aliás, não implico com as palavras, implico - isto sim - é com o mau uso delas. Aquele negócio de não saber do que se está falando.

Vivo repetindo, e já devo ter dito aqui, que palavra não é grunhido, não é um som qualquer, inventado assim, sem mais nem menos. A palavra, quase sempre, contém nela mesma um universo de informação.

Se prestássemos mais atenção nelas, iríamos ver quanto economizaríamos de mal-entendidos, quanto ganharíamos na compreensão das coisas, como nos comunicaríamos melhor.

Isto, porém, é munição pra outro papo cabeça, vamos falar da palavra de hoje: cultura.

Ah, a cultura! Quanta bobagem se diz em seu nome.

Nesta eleição, então, tem candidato aí deitando e rolando.

O problema todo é que cultura é uma palavra de definição muito ampla. Ela vem do verbo latino colere, que significa, antes de tudo, colher. Nunca estou bem certo se a palavra primordial é o substantivo ou o verbo, se o que nasce primeiro é a coisa ou a ação que se refere a ela.

Em momentos de dúvida como este, tenho sempre a quem pedir socorro e um bom motivo para telefonar para os três maiores intelectuais da minha vasta família. Primeiro, o poeta, meu tio Ivo Barroso (tão jovem quanto eu, apesar de meu tio), que me ensinou tudo o que sei de literatura. Depois, o desembargador Silvio Teixeira Moreira, que se casou com minha irmã Santinha (passeando pela Europa, num congresso de juízes, ele se entendia com seus pares europeus, não em inglês ou esperanto, mas em latim) e, last but not least, o doutor Elson Pimentel (marido de outra minha irmã, Bebete) que, folgadamente, ocupo para as minhas dúvidas filosóficas já que ele, depois de uma longa carreira como físico nuclear, resolveu formar-se em filosofia, vocês aguentam?

Não queria contar pra ninguém, mas revelo o meu segredo: tudo o que digo aqui e que pode fazer-me parecer um homem culto é pura esperteza minha. Se não fossem eles...

Mas falando em culto, volto ao assunto. Estava justamente querendo entendera razão do amplo significado da palavra tema de hoje. E, depois de um tempão ao telefone com o jovem desembargador, decidimos que vamos pesquisar bastante para saber porque, do verbo latino colere, nasceu esta vasta palavra chamada cultura. Pelo que entendi, o particípio passado de colere é cultus, a, um, o que quer dizer "o que fez boa colheita'. Já cultura, culturus, a, um, é a forma passiva do futuro: "o que será cultivado". Que chegou até a língua portuguesa, contudo, como o nome do que se está cultivando.

Sílvio e eu nos prometemos - como já disse - que vamos aprofundar nossos estudos para descobrir os caminhos que esta palavra percorreu no tempo para representar para nós, hoje - a grosso modo - quatro coisas distintas: plantação, acúmulo de conhecimento, criação e criatividade de um povo (arte) e veneração (na forma culto e no verbo cultuar). No primeiro caso - plantação - cultura é o que será colhido (futuro). Tudo bem. No segundo caso, tendo colhido o que plantou, no sentido metafórico (retirar das fontes o fruto do conhecimento), o homem adquiriu cultura. Tomou-se culto. O quarto caso - cultuar, venerar - não nos interessa aqui. Fico, portanto, com o terceiro caso: o da "cultura" de um povo. Que é o que nos interessa neste momento em que vamos trocar de governo, na esperança de que chegue lá em cima alguém que entenda do riscado e se interesse por ele.

Já repeti aqui que os discursos dos candidatos, todos, sobre a questão cultural brasileira são, além de escassos, inteiramente equivocados. Nenhum deles tem uma resposta satisfatória porque nenhum deles está, realmente, preocupado com a questão.

Ora, o ser humano tem que respirar, tem que beber e comer, tem que defecar, tem que andar, tem que dormir e tem que se reproduzir.

Usando nossos cinco sentidos, estas são as nossas ações vitais. Organizado em sociedade, o ser humano tem que criar condições para que estas ações sejam satisfeitas. 

Para realizar essas ações, basta ao homem seu instinto de sobrevivência.

Ele não necessita qualquer auxílio da razão ou da inteligência para sobreviver.

Agora, por exemplo, quando cria odores para ter prazer em respirar; quando inventa o vinho ou descobre um modo especial de fazer sua comida;quando inventa um modo criativo de se locomover, quando descobre que pode dançar, cantar, pintar, reproduzir sua imagem; quando descobre que pode sonhar sem dormir, aí ele está fazendo cultura. Uma coisa que não é necessário ser feita para que ele não morra. Mas que lhe é fundamental! E necessária para que sua vida se aproxime mais de Deus, a sua maior criação.

Esta é a cultura que precisa ser entendida pelos governantes. Assim como eles sabem que têm que fazer estradas para que o homem se locomova, esgoto para que se livre de seus miasmas, hospitais para que suas excrescências não o matem; assim como os dirigentes sabem que têm que criar condições para que seus governados tenham formas objetivas de sobrevivência, eles têm que criar, também, condições - tão substantivas quanto - para que o homem realize sua cultura.

E isto porque esta cultura é tão importante para o ser humano quanto o ar que ele respira.

Quanto a esta cultura que é a aquisição de informações suficientes para fazer de cada um dos nossos cidadãos um homem culto - que compreenderia melhor este papo -, os governos têm estado,mal ou bem,aparelhados para resolver a questão.


Agora é hora de o presidente que viera nos governar entender que não adianta fazer uma escola para criar uma população culta se a outra cultura - a da criação - não tiver, no contexto, a mesma importância. Pra simplificar, não existe educação sem cultura. Não esta, aquela.

domingo, 12 de junho de 2016

ESCRITOR DE TURMALINA LANÇA LIVRO NO SEMINÁRIO VISÕES DO VALE X

O multifacetado artista Gilmar Souza lançará do livro “Entre a arte e a peleja”  
em Belo Horizonte


Gilmar Souza e o seu livro
Mais um grande momento na vida de arte e de peleja de Gilmar Souza. A sua grande façanha dessa vez, será no Seminário Visões do Vale X, nos dias 13 e 14 de junho, cujo tema definido para o evento deste ano é “Vale do Jequitinhonha: Desafios da urbanização”, realização dPrograma Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha. 

Na oportunidade, o multifacetado artista Gilmar Souza lançará o livro "Entre a Arte e a Peleja". Esta sessão está prevista para o dia 14 de junho, às 11 horas, no auditório 1 da Faculdade de Ciências Econômicas (FACE), no Campus Pampulha.

Nascido em no Distrito de São Sebastião de Boa Vista, município de Chapada do Norte, esse trovador e contador de prosas e lorotas não falava nem andava até os cinco anos de idade. Diziam os curiosos que ele estava era inventando na surdina para soltar a língua mais tarde.

Professor de Ensino Religioso, Literatura E História, lecionou nas Escola Estadual Américo Antunes de Oliveira, CEART, EFAT e na Escola Municipal São João Batista.

Radialista, poeta cordelista, trovador, ator, estre de Folia de Reis, membro da Marujada de Nossa Senhora do Rosário Gilmar Souza é também apresentador de eventos e voluntário nos movimentos culturais e em várias instituições que prestam serviços socais.



Gilmar Souza com a lamparina na abertura das OlimPiadas
Espirituoso, Gilmar Souza tem passado a lamparina por algumas cidades do Vale do Jequitinhonha, uma vez que a tocha olímpica não alcançou alguns rincões. Ele diz que a cidade que quiser receber as "OlimPiadas" pode requisitar a passagem da lamparina.

Quando se vai a Turmalina não é difícil destacá-lo: sempre com seu chapéu na cabeça e o embornal do lado, ele vai ganhando o mundo com suas boas conversas, sempre levando, nas suas lorotas e prosas bem contadas, o nome da cidade de Turmalina. Afinal, segundo a escritora turmalinense Janeuce Cordeiro, um contador de prosas é sempre um ladrão de sorrisos, uma sementeira de alegria.


O LIVRO "ENTRE A ARTE E A PELEJA

Prefaciado pelo turmalinense Dr. João Valdir Alves de Souza, Professor Associado de Sociologia da Educação na UFMG e Vice-Diretor da Faculdade de Educação (FAE-UFMG), o livro de Gilmar Souza é recheado de prosas, trovas e potocas, folguedos e fanfarras. Gilmar também não se descuida do pedacinho do sertões que cruzou e nem da sua Turmalina, Turmalinda. Tradição, fé e religiosidade popular que permeia o Vale do Jequitinhonha que vale a pena viver e conhecer também são muito bem retratados por este poeta popular que nunca deixa de voltar às suas raízes. 


Se Gilmar Souza abusa das estórias hilárias que compõe o imaginário popular e de personagens singulares do Vale do Jequitinhonha, ele também nos leva a reflexões sobre temas como meio ambiente, inclusão social, a luta do dia-a-dia empreendida pelo povo da sua terra e da influência tecnológica sobre a cultura popular.

Dr. João Valdir diz que Entre a Arte e a Peleja, mais que o vocativo próprio de um título, traz duas palavras que suscitam ampla reflexão. Uma dela é a arte, que como muitas outras, é uma palavra polissêmica. De muitos significados e de variadas formas de combinação de seus usos, desde seu entendimento como travessura e traquinagem de meninos desinibidos até as mais elaboradas criações de profissionais que se dedicam, como artistas, a dar forma ao que há de mais sofisticado no pensamento humano.

Por outro lado, a palavra peleja, que deriva de pêlo, é uma palavra que remete a batalha, combate, contenda, labuta. Labutar é produzir arte com o próprio suor, mediante sacrifício, expondo a pele, o pêlo e o couro. E isso é o que faz Gilmar Souza na vida e no seu belo livro que ele passa a dividir agora com todos nós.

Outras informações sobre o evento estão disponíveis em nosso portal: www.ufmg.br/polojequitinhonha.
Solicitamos confirmar presença pelo e-mail:
polojequitinhonhaufmg@gmail.com